Minimalismo: a resposta para uma disputa!

De tempos em tempos uma vanguarda artística surge como resposta à anterior, e é natural que as coisas funcionem assim. Desde que os estudos dos movimentos artísticos surgiram como tendência, é interessante entender como a publicidade absorve essas questões e até mesmo qual a razão por trás dessas rupturas. O minimalismo na tendência atual surge como uma resposta: redução, disputa e identificação. 

Muito embora os movimentos artísticos tenham períodos bem específicos no geral, na publicidade e no entretenimento os prazos são mais maleáveis, e costumam seguir tendências próprias. Por exemplo, no Brasil, a TV e o rádio foram surgir quase uma década depois dos Estados Unidos – o que atrasa algumas tendências de se infiltrar na realidade nacional.

Como tudo começou: minimalismo e esqueumorfismo

O disco de vinil se estendeu até o início dos anos 90, e o VHS até o meio dos anos 2000. As tendências artísticas no Brasil seguiram tendências próprias e, apesar do reflexo europeu nos anos 50, com a pop-art dominando tudo, aqui nós prezamos pelo minimalismo desde o começo da televisão. Seja pela facilidade de aplicação ou pouca tecnologia, o meio do século passado sempre abraçou linhas simples. No entanto, depois de alguns anos, as coisas foram mudando, e nunca mais seriam as mesmas – ou seriam?

Mas, tudo muda no meio dos anos 80, quando Hans Donner muda o jogo. O designer alemão criou o logo da Rede Globo com 3D ultra modernos para a época, assim como vinhetas de intervalo, chamadas e um projeto gráfico que chegou a ser exportado para o mundo. É nessa década que o esqueumorfismo modernista começa a ganhar forma, e ficaria assim por quase 20 anos. 

O movimento do esqueumorfismo foi abraçado pela Apple com o lançamento do iOS, sendo aperfeiçoado até o iOS 6. Imitando formas e cores reais, os desenhos ultrarrealistas foram a tendência dos anos 90 até os anos 2000. Mas, por volta dos anos de 2010 as coisas começam a mudar bastante, principalmente com o lançamento do Windows 8.

O grande retorno: minimalismo domina o design

Com cores simples, linhas retas e contrastes de cores, volta o minimalismo como tendência mundial. A partir de agora, o sistema operacional da Microsoft estava adaptado para ser instalado nos celulares – já que os smartphones começaram a se popularizar. Junto a eles, veio o iOS 7, que mudaria para sempre a forma como a Apple trabalha o seu pacote gráfico – e a Rede Globo fez o mesmo pelos meios de 2014. 

Então fica a pergunta: qual será que é a tendência por trás disso? Já faz praticamente uma década desde o início desse movimento e, aparentemente, nada mudou. Muito pelo contrário, as formas simples e redutivas tomaram o mercado, com uma dominância de 2D que gerou polêmica no rebranding da Petz, por exemplo. 

Uma das explicações para essa tendência pode ser a competição por atenção em um meio multiplataforma, com diversas telas ao mesmo tempo e muita propaganda. Com a popularização dos apps de vídeos curtos, existe uma tendência de que as pessoas prestem pouca atenção e, com um player infinito, só vão rolando a timeline, sem prestar muita atenção. Isso significa que sua marca tem poucos segundos para ser reconhecida.

As pessoas precisam do minimalismo: uma disputa clara

Isso serve para pessoas que só usam o TikTok, ou para pessoas que andam na rua, por exemplo, vendo um TikTok, passando por outdoors e por diversos telões ou televisões nas vitrines. 

A tendência é, portanto, que sua marca seja reconhecida no menor tempo possível e, por conta disso, vença a disputa pela atenção do público-alvo. Com a geração Z e Alpha dominando o uso das redes, ganhar a atenção destes acaba sendo um trabalho bastante árduo. Assim, é preferível dar o máximo de informações no menor espaço possível. 

Dessa forma, iconogramas, marcas que sejam enxutas e com o próprio nome na logo podem ter certeza de  não serem só à prova de futuro, como mais fáceis de ganharem a atenção. Estamos falando de uma geração mais rápida, imediatista e que precisa de todas as informações em pouco tempo, com pouca leitura e, ainda, com poucos segundos de vídeo – antes que eles pulem a propaganda para ver logo o vídeo que eles querem.

Simplicidade e legibilidade: um retorno ao passado!

Então, muito mais que uma vanguarda artística, o minimalismo marca dez anos de seu retorno triunfal e prova que veio para ficar, com diversas marcas entendendo que este é o rumo. Ícones de aplicativos, aplicações diversas, enfim! O minimalismo é a tendência atual do design publicitário e vem cumprindo sua função com o público-alvo, provando que vencer a disputa, também é sobre olhar no passado.

Um exemplo deste case é o logo do Burger King. Enquanto seu principal concorrente sempre foi o mais minimalista possível em seus logos, o BK usava de um efeito 3D e bastante informação e texto em seu ícone. Para avançar no futuro, eles retornaram ao passado com o próprio logotipo antigo para seu rebranding, uma versão completamente minimalista que foi utilizada por muitos anos desde 1969. 

Vale lembrar que o minimalismo também é uma tendência arquitetônica e, por isso, está presente no mundo todo, incluindo UI design – na criação de sites. Todas as informações devem prezar pela legibilidade e fácil entendimento do público-alvo. Cores simples e contrastantes, por exemplo, podem ser uma prioridade por aqui. Claro que também vale ser criativo, especialmente com usos de degradê e mistura de cores. 

Conclusão: veio para ficar!

Hoje já são apartamentos, aberturas de seriados, serviços de streaming, lanchonetes, até decoração de Natal e Carnaval – conhecidos pelo seu típico maximalismo. Com o minimalismo dominando tudo, é importante entender onde ele se aplica e quais as vantagens de seu uso, que preza pela organização.

Por isso, ao criar uma marca, é essencial saber como são as tendências do mercado e, por isso, saber como aplicá-las. Atualmente, é muito importante que, no design gráfico de sua marca, a empresa seja reconhecida com o mínimo de informação possível para que, assim, ganhe a disputa com a geração imediatista.

Atualmente, existem outros movimentos artísticos que brincam com a nostalgia do esqueumorfismo, como o vaporwave. Assim como misturas entre as duas tendências, como o neurmorfismo. 

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